mafagafios:

Chovia tanto lá fora, e como chovia! Uma confusão de raios e trovoadas que eu já nem mais sabia se o grito era da chuva ou meu.

1807, O baú de palavras perdidas.

“Quem é você que se esconde
atrás de um nome qualquer?”
Tiago Iorc e Maria Gadú.  (via carencias)

Deixa que eu te cuido.

Que nos encontremos mesmo com todos esses desvios.

lovepeacehappy:

Eu tenho amigos por toda parte. Na praia, cinema, teatro, favela. Amigo jornalista, garçom, vagabundo. Meu negócio não é somar, é multiplicar. Sozinho não dou conta. Eu ando em bando, camuflado, descarado, fazendo festa. O tempo inteiro me sinto em casa no meio da rua, na madrugada, na multidão. Eu sou da tribo do abraço.

Cazuza

“Nasci dura, heroica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiura é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu – eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.”
Clarice Lispector.   (via sereno)
“Sabe, no fundo eu sou um sentimental. Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo. Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração fecha os olhos e sinceramente chora.”
Chico Buarque.  (via verseto)

mists